quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A dor da mudança

 

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No meu dia-a-dia converso com muitos homens e mulheres, em grande parte pessoas que tinham tudo, mas hoje não tem nem onde dormir, estão entregues aos vícios e as circunstâncias da vida. No meu bate-papo com eles sempre procuro despertar a consciência deles para perceber a situação que estão, mas eles preferem continuar nessa dura vida de um morador de rua.
Estava pensando comigo e me questionando qual seria o motivo de pessoas que estão numa situação complicada não quererem uma mudança. Quando pensamos em mudança lembramos trabalho, desmontar e montar, nisso acabamos sempre perdendo algumas coisas; também vem a lembrança de dor nas costas, por causa do esforço que fizemos; então as palavras que mais se parecem com mudança na realidade são trabalho e dor.
Trabalho ninguém gosta de passar, mas dor, ninguém gosta de ouvir essa palavra muito menos sentir.
Na nossa sociedade, na nossa família e em nossa vida não acontecem mudanças porque temos medo da dor que isso causa e do transtorna que vai nos fazer passar. Tantas coisas a sociedade precisa mudar, mas não muda porque a dor de abrir mão de algo nos pesa a consciência. Mas nos esquecemos que passaremos pela dor da perda se não passarmos pela dor da mudança. Um exemplo bem claro disso é o nosso meio ambiente que já começa dar seus pequenos sinais de esgotamento, e quando estivermos passando pela dor da perda de um sistema ecológico perfeito, lembraremos que tivemos a oportunidade de mudá-lo, mas o comodismo não nos deixou realizá-lo.
Mudanças são necessárias hoje, para que no futuro não nos arrependamos de não ter tomado-as há tempo. Toda mudança que não é realizada hoje por causa do medo da dor inflacionará e a dor da mudança não realizada sempre será maior.
Mude hoje, supere seus medos, supere a dor, para que a dor da perda por causa de uma mudança não realizada não seja maior.
Mude hoje, viva o amanhã!

Fonte: Anderson Menger

 

Um comentário:

armando disse...

A Paz meu amado irmao Josias.

É a plena verdade, muitos não querem sentir a dor da mudança porque têm medo do "Novo"; na verdade não temem o "Novo", a maioria tem medo de deixar o "Velho", pois o "Velho" nos vicia, nos faz ficar mal acostumados, formatados e embrutecidos. No "Velho" criamos trincheiras e refúgios secretos do comodismo. Prefiro a dor da mudança ao conforto da estagnação. Parabéns pela escolha do texto amado, abração do teu sempre servo Pr Taranto.